segunda-feira, fevereiro 05, 2018

AI, AI…

E os homens naturais se debruçam nas janelas
os naturais se debruçam para assistir
como celebram alegres os espirituais
os homens espirituais no templo do existir.

Canta um menino negro de dentes como a luz,
sorri e canta sem parar a anunciar Jesus.

E os naturais se debruçam para assistir
como é livre e bela a vida do que tem paz
e como é triste e sombria a vida de quem
ainda não nasceu de novo, e se desfaz.

A moça pobre não é bela em seu vestir,
mas caminha esperança em seu expressar!

E os naturais se debruçam para assistir
as próprias vidas se desintegrarem
vendo a leveza emocional dos espirituais...

Josué Ebenézer Nova Friburgo,
29/01/2018 (04h49min).

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